2012!
Não será o ano do fim do mundo. Pelo menos não do fim catastrófico.
Mas talvez seja o fim de algumas certezas... de mais algumas.
Não estamos num ponto de tranquilidade. Progresso e ordem não se ajustaram como esperavam alguns.
Ora, o progresso é, muitas vezes, a catástrofe; é o conjunto de ruínas que são acumuladas a cada passo.
Não é pessimismo. É apenas a constatação, não nova, de que a história é a acumulação de ruínas, destroços, de cacos que são produzidos a todo momento.
No entanto, ainda há alguma esperança. Não, ela não morre tão facilmente. Pode arrefecer, deixar de ser tão evidente, mas aprece.
As utopias estão dificeis. Podem parecer impossíveis. Sem utopias não podemos projetar um futuro e os sonhos passam a ser assombrações.
2012 está aqui. Podemos fazer tudo. E isso tudo transformar-se-á em nada se não cuidarmos das coisas menores desprezadas pela pressa, por aquela velocidade teimosa presente em nossa sociedade.
Que bons ventos nos façam navegar calidamente.