Quantas vezes deixamos de falar? Quantas vezes deixamos de lado o silêncio?
Em tempos conturbados o silêncio é apenas um vazio. Já que há tantos espaços, tantas vozes a ocupá-los, que produziu-se vazios enormes entre o que acontece e o que se ouve.
Não passamos pelas ruas sem deixar-nos engolir por tudo isso.
Não passamos sem perder nossas insígnias pelas sarjetas sujas; sem perder nossas pequenas e fendidas ilusões.
Não há espaço que não seja o espaço vazio. Aquele no qual não contamos a história e sim a esquecemos.